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domingo, 14 de agosto de 2011

miminho nº 3 - a great love!










"O nosso amor é de papel como as flores que me deste, e no papel há-de ficar, para sempre escrito nas minhas palavras. E se vier a transformar-se em qualquer outra coisa, será sempre numa outra forma de amor: o papel vem das árvores, mas o amor vem do amor e nunca morre, mesmo depois de cortado, prensado e transformado. Amar é como plantar uma semente e tu já plantaste a tua no meu coração."


Estava a guardar-te para o fim, mas os nossos planos nem sempre correm bem e acho que não posso esconder mais este impulso de escrever para ti (como se esta fosse a primeira vez).
Já perdi a conta das vezes que te falei baixinho, que te falei das marés e dos ventos, que te contei sobre as estrelas e te falei de nós. Todos os dias acabo por o fazer sem me dar conta, nós somos assim!
Quando nos conhecemos não comecei por dar-te o valor que merecias, não sei como explicar, mas ainda havia em mim algo que pedia calma e que não queria que as coisas fossem assim tão rápidas. O tempo passou, rápido demais, vivemos coisas fantásticas, passamos por momentos bons e menos bons, estivemos juntos em tudo ou em quase tudo, rimos, choramos, brincamos... Sei lá bem o que já fizemos nós em tanto tempo, mas fizemos muito.
É notório o nosso crescimento. Não podemos escapar às consequências do tempo e temos de ser sinceros: foram fantásticas!
Continuamos com a mesma essência apenas temos outras ideias, outras vivências e isso só veio trazer mais cor ao que tinha-mos.
Não tenho nada a apontar sobre ti. É óbvio que tens os teus lados menos bons, não defeitos, mas isso todos temos e há que saber lidar com eles. Só tens coisas boas dentro de ti e acho que estaria dias e dias a enumera-las. A sinceridade, o amigo, o companheirismo, a lealdade, o carinho... sei lá, tantas coisas!
Acho que já reparas-te que não consigo desenvolver o assunto de outra forma. Não há maneira de dizer coisas diferentes quando o que tenho a dizer-te é sempre o mesmo. Também, quem te manda a ti seres assim tão fantástico?
Eu garanto-te que às vezes até fico parva como é que consegues! Se estou mal tu sentes, se estou bem tu sabes, se quero isto tu procuras, se gosto daquilo tu fazes para que o tenha, se me sinto feliz de uma maneira lá vais tu por ela! Acho extraordinário essa capacidade de me surpreender, é, de me surpreender todos os dias mesmo depois de tanto tempo. Só gostava de conseguir fazer metade do que consegues, poder dar-te tudo e mais alguma coisa porque no fundo não mereces menos que isso.
Mais do que qualquer outra coisa é um orgulho enorme ver como contínuas aqui apesar de todas as coisas que já vivemos, saber que nada mudou e que estamos bem, que lutamos juntos e vencemos!
É tão gratificante tudo isto, a sério, obrigada. Por muito que um 'obrigada' não tenha a carga suficiente para o que tenho a agradecer, é o que de melhor posso dizer!
Por fim, e porque isto já vai longo, quero apenas dizer-te que se existem coisas que são para sempre nós somos uma delas. Que venham mais anos, que venham mais mil e uma coisas que nós cá estaremos juntos para as viver e recordar como fazemos agora.
Nunca te esqueças que és um grande homem e que se tenho certezas na vida, a mais certa é que te amo!

quinta-feira, 21 de abril de 2011



Por vezes a minha dor é esmagadora, e embora compreenda que nunca mais nos voltaremos a ver, há uma parte de mim que quer agarrar-se a ti para sempre. Seria mais fácil para mim fazer isso porque amar outra pessoa pode diminuir as recordações que tenho de ti. No entanto, este é o paradoxo: Embora sinta muitíssimo a tua falta, é por tua causa que não temo o futuro. Porque foste capaz de te apaixonar por mim, deste-me esperança, meu querido. Ensinaste-me que é possível seguir em frente com as nossas vidas, por mais terrível que tenha sido a nossa dor. E à tua maneira, fizeste-me acreditar que o verdadeiro amor não pode ser negado.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

o teu mundo inspira-me!


Fazes parte daquele grupo de pessoas com quem posso contar para tudo na minha vida sempre e para sempre, e se calhar é por isso que as mãos me tremem de emoção ao te escrever estas palavras. Tu dás-me muito do que não tenho e no entanto nunca descansas..., nunca te cansas de tentar descobrir em mim o que me falta para ser melhor e mais feliz. Acreditas, incondicionalmente nas minhas capacidades, relativizas os meus defeitos, aturas as minhas neuras, partilhas as minhas vitórias, estás ao meu lado para o que der e vier.
Dás-me paz, companhia, doçura, harmonia, amor, serenidade, confiança. Dás-me a mão, o teu coração e a tua cabeça, as tuas memórias e os teus projectos, fazes-me sentir importante quando estou do tamanho de uma ostra e fazes-me rir quando quero chorar e chorar quando rio.
Uma amizade assim não tem fim, mas tem principio e meio, e no meio de tudo isto só te posso dizer meu querido V que o mundo não teria a mesma luz se tu não fizesses parte dele.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

podia oferecer-te isto!


Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa.

Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam.
Os dados caíram quando levantaste o copo e eu vi no chão seis e seis, vi-te a apanhar os dados e a rir, ouvi a tua voz e quando começámos a conversar, percebi que os dados estavam certos.

Gostamos de tudo um no outro; eu gosto da tua casa, da tua música, da tua forma desligada de olhar para o mundo, tardes inteiras a repetir em stereo os melhores sketches do Gato Fedorento, os passeios à beira mar de camisola de lã com capuz, as polaroids com legendas e a forma como te divertes com tudo o que te rodeia. E tu gostas da minha alegria de viver, do meu sarcasmo cirúrgico, de dizer sempre tudo o que penso, sinto e quero, mesmo quando não estás preparado para me ouvir.
Eu gosto de te conhecer e de te perceber, porque és diferente dos outros homens e tu gostas que eu te entenda melhor do que as todas as mulheres. E gostamos de estar um com o outro; à mesa, em casa, com amigos, sem amigos, com sono, sem sono, mas sempre perto quando estamos perto, mesmo que fiquemos longe quando nos afastamos.
Acredito que todos temos direito a ter sorte e que, quando alguém aparece na nossa vida de repente, ou é porque nos vai fazer bem ou é porque nos pode fazer mal. E eu vi-te com bons olhos desde o primeiro momento, achei que me ias ajudar a limpar a tristeza, que a tua presença quase imperceptível na minha vida seria como um bálsamo, uma música perfeita e harmoniosa, um dia ao sol, ou uma noite em branco, daquelas que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas e que vale mesmo a pena estar vivo, só para as saborear.

Tu foste e és tudo isto, e ainda mais agora, que somos amigos; entre nós não há pesos nem amarras e o silêncio não quer dizer ausência, apesar da ausência reinar nos nossos dias.
Quando lançamos os dados, nunca sabemos no que vai dar; tu podias ser um assassino encapotado e eu uma neurótica disfarçada, mas tivemos sorte, porque somos duas pessoas normais, com coração, e dois ou três princípios que nos fazem estar bem com a vida e com os outros.

Só tenho pena de não ser dona do tempo, porque houve momentos que, se pudesse, teria vivido mais vezes ou mais devagar, como quem saboreia um chá de menta, ao fim da tarde, no largo da Igreja a ouvir os sinos. E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompido, digo-te agora e sem rodeios, fica comigo mais uma vez, vem rir do mundo e adormecer nos meus braços, abrir o teu coração e sonhar acordado, vem ter comigo hoje, porque eu quero lançar outra vez os dados e aposto que vai dar seis e seis outra vez, porque os dados nunca se enganam e a amizade é o amor sem preço e sem prazo de validade.”

Seis e seis – Margarida Rebelo Pinto

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

citações #03


Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.

Margarida Rebelo Pinto

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Português Suave


Discutimos quase todos os dias por causa do teu maior amigo, o tabaco! Eu odeio que o faças, tenho medo de te perder por isso e ainda sei que os teus Pais não sabem e se souberem o risco de ires deste para outro lugar é de cem certezas.
O que eu nunca te digo no meio das nossas discussões é que adoro ver-te fumar! O teu jeito de segurar o cigarro entre os dedos, a forma como o levas à boca e a maneira como brincas com o fumo deixam-me ainda mais apaixonada por ti! É como se soubesses fazer tudo direito e não tivesses defeitos.
Sabes bem que se te dissesse estas coisas tu irias achar que sou doida e que discuto contigo porque me apetece. Mas não é verdade! Eu faço-o por medo de te perder, por medo que os teus vícios de levem para longe de mim.
Eu gosto de ti assim! Fumador nato, com esse jeito dócil de cuidar dos teus cigarros, com o teu modo de os fumar, do cheiro que carregas na roupa e do sabor amargo que os teus beijos têm! É assim que gosto de ti, é por isso que gosto de ti.
E não trocava todo esse gosto a Português Suave, um português só meu!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

um amor perfeito!




Há dias em que acordo com dez anos, o cabelo despenteado e os olhos a brilhar como duas estrelas. Podes estar ou não ao meu lado a dormir como uma criança, ou a viver na minha memória, mas sinto sempre o teu cheiro a leite e oiço a tua respiração regular e vejo o teu peito a subir e a descer ao ritmo do teu coração. O ar enche-se de açúcar em camadas invisíveis que se espalham por toda a casa e nos acompanham à rua quando saímos, sempre atrasados, porque nunca nos queremos separar.
Enquanto guio pela cidade e resolvo a minha quase infindável lista de tarefas, tu vais sentado ao meu lado, vejo-te de óculos escuros, oiço-te a cantarolar e sinto a tua mão esquerda sobre as minhas pernas. Nos sinais vermelhos, se fechar os olhos e me concentrar, a tua boca vai escorregar pelo meu pescoço acima até dobrar a linha do maxilar e percorrer a minha cara até chegar à minha boca para mergulhares em mim como uma onda salgada e doce, num beijo profundo e demorado.
Às vezes os outros carros buzinam porque estou distraída, mas não me importo, faço tudo devagar, com a doçura e a sabedoria dos eternos apaixonados que vivem a sonhar acordados, que viajam para outras cidades em sonhos, que adivinham o futuro melhor do que qualquer cartomante, que imaginam cada dia como o dia perfeito das suas vidas.
Tu és o meu amor perfeito. Não sei exactamente quem és nem em que cidade vives, mas és muito bonito, tens um coração onde cabe o mundo inteiro, gostas de ler e de rir e os teus amigos dizem que és o melhor amigo do mundo. Gostas de viajar, falas várias línguas e consegues fazer piadas em todas elas. Andas de ténis e de calças com bolsos, tens uns olhos enormes e o cabelo despenteado. Nunca serás um senhor de fato e gravata, nunca serás administrador de um banco, nunca chegarás a casa com cara de chato, como fazem aqueles maridos que deixam crescer a barriga, andam de pantufas e passam horas colados aos canais de desporto.
Tu és o meu amor perfeito, que me compra colares e me escreve bilhetes, que me dá a mão na rua, que me abraça no meio de todas as praças e me leva para a cama sem hora marcada. Tens um sorriso enorme e sempre que olhas para mim, sinto uma fábrica de borboletas no estômago e tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque sabes fazer-me a pessoa mais feliz do mundo.
Não sei em que país vives ou de que planeta desceste, mas tenho a certeza que vives na terra e que, tal como eu, sonhas com um amor perfeito, feito de paz e de açúcar, um amor seguro e tranquilo que a distância não mata nem o silêncio consome. Pode ser que te torne mesmo verdade e um dia destes entres pela porta da minha casa e me digas que nunca mais te vais embora. Mas, mesmo que nunca venhas, és o meu amor perfeito, a imagem idealizada do que desejo e mereço, o sonho que me faz acordar e sentir-me outra vez com dez anos, com estrelas no olhos e o coração cheio de açúcar.


MRP

quinta-feira, 22 de julho de 2010

o oposto!



"Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir.
Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz."


será o resto da minha vida!

domingo, 2 de maio de 2010

Diferentes

As mulheres possuem uma maldade própria e secreta, que se manifesta de forma subtil em pequenos gestos e comentários sarcásticos para quem está de fora, e que na intimidade atinge níveis de terrorismo emocinal de tal forma elevados que podia facilmente tornar-se objecto de estudo por parte da Amnistia Internacional. É a nossa vingança; os homens lutam por fora, nós lutamos por dentro. Vocês erguem espadas e espingardas, nós levantamos a confusão e criamos discordia. Vocês afiam as lâminas, nós afiamos a língua. Vocês querem vencer o inimigo fora de portas, nós inventamos o inimigo do lado de dentro das paredes. Se, por qualquer motivo caem no labirinto do descanço, somos capazes de tecer a mais pérfida das teias até vos roubarmos todas as armas, todas as defesas e vos deixarmos sufocados e paralisados, vítimas de uma armadilha fatal. Não somos melhores nem piores, apenas lutamos de forma diferente e em nome de outras causas, porque, embora feitos da mesma matéria, não sentimos o mundo da mesma maneira.

Acho que agora saberás o porquê de eu te dizer todos os dias que nós somos muito diferentes, mas que mesmo assim te amo; como nunca amei ninguém!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

coração de mel



"Gostava que a tua casa fosse o meu coração, como um botão que enconrou o seu lugar, porqe a nossa casa é o único lugar do mundo onde podemos descansar, onde nos compreendem mesmo quando nós não nos coseguimos perceber.
A nossa casa é onde ninguém faz barulho quando estamos a dormir e ninguém nos acorda a meio da noite.
Não tenho portas blindadas nem uma estrutura à prova de sismos, mas o meu sistema de aquecimento central é o melhor do mundo e acredita que nunca, mas nunca mais, te irias sentir sozinho ou perdido."
margarida rebelo pinto

O MEU CORAÇÃO É O ÚNICO LUGAR DO MUNDO ONDE NUNCA TE IRIAS SENTIR SOZINHO OU PERDIDO!