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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um pouco de Paz!

Queria que as coisas fossem diferentes. Gostava de ser eu a receber, de ser eu a ficar calada, de não saber o que responder, de poder sentir que estamos os dois no mesmo barco. Adorava que por momentos invertessem os papéis e que fosses capaz de sentir o que me fazes sentir, a falta de informação, as incertezas, as palavras que pensas e as que não dizes sei lá eu porquê! A questão começa a ser essa "porquê?". Que medo tens tu das palavras, do que sentes, que medo? Seria para mim menos doloroso que as fizesses soar do que passar o resto da minha vida a imaginar o que te vai na cabeça.
O que está a acontecer comigo? Porque estou eu aqui parada no tempo, porquê? E esse sorriso continua igual, como se tivesse sido congelado no tempo e na minha memória. A verdade é que o vejo tantas vezes, em tantos lugares, mesmo que não sejas tu nem ninguém. Às vezes só o vento, o vento daquela tarde, me desperta um sorriso que me lembra o teu.
Não me deixes continuar assim. Diz o que te vier à cabeça, tudo o que quiseres, só não continues assim: tão neutro, tão tu, tão assim assim!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"the woman who can't be moved!"


Todos os dias eu penso na forma como te conheci, o acaso mais incomum que alguma vez alguém viveu. Fui escolhida entre tantas sem o saber. Tive receio, achei uma parvoíce, mas fui-me deixando levar. O teu jeito contagiou-me, a sinceridade da idade, os receios, a história. Tanto por dizer, por contar mas tudo tão natural.
Era assim que te via até ao dia em que deitas-te por Terra todos os sonhos que sonhei, as viagens que fiz sem sair do lugar, os dias que perdi, as noites em claro a ouvir a tua voz. Aquele terrível dia que me levou o chão e me deixou sozinha, apesar de todos os que estavam à minha volta. Sei que a tua intenção não era magoar-me, mas também sei que não encontro ainda uma explicação lógica para o sucedido. Talvez a imagem conte mais do que penso e a tão bela frase "eu apaixonei-me pela pessoa que tu és e não pela figura que tens!" não passe apenas disso, de bela. 
Mesmo assim, depois de tudo, sinto que por mais que conheça outras vidas serás sempre a minha. Se assim não fosse, não teria justificação para continuar aqui a ver-te passar, a preocupar-me com o que não tem preocupação e a tentar que tudo seja mais fácil, mesmo que a distância continue a ser a barreira. Penso em ti todos os dias, no que falhou, no que podia ter dado certo, no que vive, no que disse e fiz. Sei que podia ter sido mais, talvez melhor, mas o que foi não tem preço e nunca vive outra história assim para que a pudesse contar também.
Resta-me as memórias e a esperança de um dia voltar a abrir o livro e continuar o que ainda resta, só assim terá o seu valor. Mas se não houver regresso irá sempre existir a vontade do que não foi feito ou dito por entre  os caminhos que escolher. Não tenho a certeza do que tens de tão especial, apenas sei que és o que sempre sonhei.
And now, i will try to fix you!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Queria que tivesses entrado por aquela porta hoje. Precisava tanto de mimos infindáveis e de promessas de amor que nunca vão ser realizadas!
Hoje queria o teu cheiro no meu quarto, o teu toque no meu corpo, a tua voz ao meu ouvido, o teu mundo no mundo. Seria mais um dia vivido em segredo, contado apenas às paredes da minha casa que nunca se irão abrir a ninguém.
Onde estás? Porque não estás aqui em casa? Porque não me ligas, não me surpreendes? Porquê?
Pois, perdeu-se tudo. O que antes eram juras agora são rajadas de vento levadas por um Verão sem sabor. Tu assim quiseste. Foste embora sem dizer nada e eu deixei-te solto porque achava que vinhas outra vez. Estava enganada!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tenho o teu cheiro aqui!



Será que ainda és capaz de te lembrar quando sabias tudo sem eu te dizer nada? Ainda reside em ti um pouco de memória, uma sobra de tudo?
Às vezes eu sinto que preciso disso, mesmo que vivas sempre no 'nim' em vez do 'sim' e 'não'!
Será que ainda sabes tudo sobre mim, ainda me conheces só pelo cheiro ou pelo cabelo, será que ainda sou a primeira pessoa em quem pensas quando precisas de ajuda? Será?
Nunca foi proibido fazer perguntas, mas receber respostas sempre foi demasiado complicado. Nunca sabes nada e está sempre tudo bem!
Já não suporto estas incertezas e não sei lidar com aquilo que vai e vem sem explicação. Não sou nenhum boneco nem gosto que me usem. É pena não saber ser outra coisa que não boa pessoa! É como dizem "o mundo é para os espertos!" e eu nasci burra, que posso fazer?
De ti esperava um pouco mais como espero sempre. Mas acho que estou a esperar demais e a construir grandes coisas onde só há espaço para pequenas, pelo menos agora! Não eras assim, nunca me deixavas, nunca me largavas. Eu sabia de ti, tu sabias de mim e agora tudo se perdeu.
Foi tudo com o vento do Inverno, com as folhas do Outono, com o perfume da Primavera e o calor do Verão. Foi tudo e não restou nada onde ainda consiga ver luz.
E eu pergunto-te: ainda reside em ti um pedaço de mim?
P.s.- volta!

sábado, 30 de julho de 2011

andamos em voltas secretas na mesma esfera!



tenho andado cheia de saudades tuas! há muito tempo que te ando a dizer que as coisas andam a mudar, que já nada é igual mas passa-te ao lado. é incrível como a vocês a homens, tudo passa ao lado. só conseguem aperceber-se das coisas quando estão mesmo à vossa frente ou então quando já caíram nelas. que erro tamanho, deixem que vos diga.
já fiz de tudo para que percebesses que os hábitos não podem ser mudados de um dia para o outro, que não entrar e sair quando queres, usar quando não há mais ninguém. achas que sou um boneco? posso ter cara disso, mas não tenho o corpo e alma.
deixa de ser assim. acorda para a vida de uma vez por todas! faz alguma coisa por ti, não te deixes arrastar nas horas, luta por alguma coisa, não escolhas ir pelo mais fácil. caramba, dá o mínimo de ti que já vale tanto.
mas eu já nem digo mais nada. estou cansada de usar sempre o mesmo vocabulário contigo, de pensar em todos os discursos possíveis com as mesmas palavras para ver se de uma maneira ou de outra as coisas entram na tua cabeça; nada feito é sempre tudo sei efeito! o que não muda é o que me apetece todos os dias fazer por ti, lamentavelmente, isso não muda. não importa e não quero que importe.
deixo-te solto, deixo-o solto, deixo-me solta; como já dizia ele, se eu te tiver conquistado tu voltas se não é sinal de que nunca foste realmente meu!
no fundo, a vida dá muitas voltas e as nossas andam trocadas.

sábado, 16 de julho de 2011

que tudo passe depressa!



quando isto tudo acabar eu nem acredito!
estou a dar as últimas e sinto que já não aguento mais. a cada segundo há menos a dar, menos a fazer e tudo é como se o meu esforço não fosse nada.
só queria adormecer e acordar depois de isto tudo ter passado. depois da tempestade estar controlada!
estou com medo, admito. tenho medo de errar, de falhar, de pensar em desistir, de cruzar os braças, de ter uma branca. sei lá! tenho medo e acho que isso basta. se acreditar em mim sei que vou conseguir, se acreditar que sou capaz eu vou conseguir! pelo menos é no que quero acreditar!
e não estou só com medo deles. estou também com medo de nós.
não tenho tido tempo, espaço e até nem tenho tido vontade de te ver e estar contigo. desculpa-me! sei que merecias o mínimo. mas nem isso eu te sei dar. nem tu me sabes dar nada.
só quero que isto tudo vá embora e que se eu tiver de ficar cá, que fique! se não, por favor, deixem-me ir rápido que eu já não aguento.
eu juro, estou a sofrer!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

um 'adeus'!


























Não poderia deixar de escrever sobre o dia de hoje!
Tudo acabou às 16:45h do dia 9 de Junho de 2011. Posso dar-me por contente por ter terminado a minha tão longa e cansativa caminhada pelo secundário.
Admito que tive um dia calmo e que tentei ao máximo não pensar que este seria o último dos últimos momentos. Olhei para vocês como olho sempre: como os melhores colegas de turma que alguém pode ter! Sei que foi a última vez que estivemos juntos como turma numa aula de 90 minutos e que o que se passou hoje, jamais se volta a repetir.
Posso confessar que foram os melhores anos da minha vida. Tivemos dificuldades, momentos bons, momentos menos bons, alegrias, tristezas, inseguranças, derrotas, vitórias mas acho que todos aprendemos muito uns com os outros e criamos, a cima de tudo, amizades para a vida!
Passou tudo demasiado rápido e hoje nem sequer senti que era o último dia. Não senti aquele prazer de fim de aulas e início da grande pressão para os exames. Acreditem, não senti nada de nada! Quer dizer, senti um leve sabor a saudade, uma lágrima no olho quando vos vi sair pela porta da nossa sala e um grande orgulho por todos nós.
Não vos disse nada. Nem uma palavra de boa sorte. A vossa delegada durante três aninhos não vos disse nada. Juro, não consegui!
Sabem bem que vos levo no coração e que desejo a todos a maior sorte do mundo. Sejam felizes é o que vos pedi e o que vos posso pedir sempre. E tenho a certeza que vão todos ser pessoas com profissões fantásticas, com grandes sonhos e a cima de tudo com grandes objectivos. Lembrem-se é sempre de mim e eu espero sinceramente, que daqui a 20 anos possa ligar a qualquer um de vocês e receber do outro lado tudo o que pude receber durante estes anos juntos.
Sem dúvida, foi um prazer conhecer-vos!
gosto muito, muito de vocês "meus meninos" *


daqui a um mês: OLÁ FACULDADE MARAVILHOSA!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

a morte não é nada!



A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.
Santo Agostinho


Estrela, desculpa não ter coragem de me despedir de ti! Sinto-me muito fraca para isso e eu sei que me desculpas e que sabes que estou contigo da mesma forma que estás comigo.
Cuida de mim nesse lugar onde estás. Eu vou lembrar-me do que sempre me disseste e guardar o teu sorriso como a melhor arma do mundo!
És um anjinho, o meu anjinho da guarda.
Até já, vê-mo-nos por aí.

terça-feira, 19 de abril de 2011

solto, mas meu!



todos os dias me lembro de ti e de nós. e penso no que disse, no que disseste e no que ficou por dizer. e sabes o que me apetece sempre fazer?
largar tudo ir a correr até à tua casa. chegar lá e pegar-te pela mão, olhar-te nos olhos e sem dizer uma única palavra correr dali para fora até ao fim do mundo.
já tenho saudades nossas, tuas, minhas.
se eu pudesse mudar o rumo natural das coisas queria mais um beijo, mais dois, três, quatro, infinitos beijos e depois deixava-te ir. solto. em liberdade total. sem limites ou datas de regresso.
se fosses realmente meu, voltarias. se não fosses, ficaria em mim o doce amargo de um final (in)feliz!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

sumol snow trip 2011



cheguei da minha maravilhosa viagem no sábado de madrugada e já morro de saudades de lá estar.
as horas, os amigos, a neve, a diversão, o ski, a noite, a bebida, a música, os sorrisos, as asneiras, as correrias, as ruas, as temperaturas, as comprinhas, o 34A e o 62A, as xupitas, o habana o rabo, os novos amigos, os jogos, as cartas, as horas de deitar e as de acordar! enfim, milhões e milhões de coisas que repetia todas as santas semanas se fosse possível. mas coisas destas acontecem poucas vezes e quando acontecem são para aproveitar. eu e eles aproveitamos e muito!
por mim podemos ir para lá nas próximas férias, alinham?
p.s.- em breve ponho aqui algumas fotos para vocês poderem ver

quarta-feira, 9 de março de 2011

quando sou um segundo!



adoro quando me fotografas; consegues captar aquele segundo que fica suspenso entre o tempo e o teu clique. e é nesse segundo que fica sempre o melhor de mim como se fosses capaz de mostrar em todas os pormenores o que não se vê nem se sente.
sabes, é por isso que gosto de e que sei que nunca haverá nada que nos faça voltar atrás no tempo. esse que pensa que nos leva e nos consegue fazer desistir à medida que ele passa. não é assim! e até nesse clique o tempo pára e tu demonstras o que nele há de melhor e o sorriso fica firme e leve, o olhar brilhante e perdido e tudo o que está à volta se concentra num único ponto de luz!
no final o artista és tu. eu sou aquela que brincou com a arte de ser artista.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

que mais te direi eu?


Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

(...)

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

Ricardo Reis, Vem sentar-te comigo, Lídia

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mestre, eis-me aqui!



Chamam-te louco e ninguém te entende. Nunca são capazes de se pôr no teu lugar, de ver em si próprios o que tu vias em ti. Parece-lhes sempre tudo tão estranho, tão confuso.
Mas eu não! Eu vejo em mim o que tu vivas em ti.
Vejo múltiplos "eu" a sair de mim, a questionar o que eu não questiono, a caminhar em direcções diferentes. Sei bem o que vias, sei bem o que procuravas e ninguém precisa de saber o que só nós dois sabemos!
Posso não ter a capacidade de criar com crias-te, de transmitir as palavras como algum dia tu podes-te transmitir mas não me importo, eu percebo-te como se o que dizes fosse eu a dizer.
Eras e sempre serás um mestre! Podem mudar-se os tempos, o país e o mundo que tu serás eterno e lembrado por quem chegar amanhã, daqui a um mês ou daqui a um ano.
A tua obra é de eterna sabedoria e de um amor pela pátria que nunca ninguém conseguirá atingir.
De uma coisa te posso garantir, és um mestre em qualquer canto do meu mundo! As tuas palavras fazem sempre sentido, soam sempre bem e são do mais puro para o meu coração.
Por isso, com este pequeno recado, quero dizer-te que cada vez gosto mais de ti e que és o melhor que um aprendiz pode ter como exemplo, o melhor mestre para quem um dia querer ser um Supra-Pessoa.
A ti te digo: "É a hora!"!

sábado, 8 de janeiro de 2011

o mestre!









Ser descontente é ser homem.

O Quinto Império, Fernando Pessoa in Mensagem

sábado, 1 de janeiro de 2011

Invictus


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

o teu mundo inspira-me!


Fazes parte daquele grupo de pessoas com quem posso contar para tudo na minha vida sempre e para sempre, e se calhar é por isso que as mãos me tremem de emoção ao te escrever estas palavras. Tu dás-me muito do que não tenho e no entanto nunca descansas..., nunca te cansas de tentar descobrir em mim o que me falta para ser melhor e mais feliz. Acreditas, incondicionalmente nas minhas capacidades, relativizas os meus defeitos, aturas as minhas neuras, partilhas as minhas vitórias, estás ao meu lado para o que der e vier.
Dás-me paz, companhia, doçura, harmonia, amor, serenidade, confiança. Dás-me a mão, o teu coração e a tua cabeça, as tuas memórias e os teus projectos, fazes-me sentir importante quando estou do tamanho de uma ostra e fazes-me rir quando quero chorar e chorar quando rio.
Uma amizade assim não tem fim, mas tem principio e meio, e no meio de tudo isto só te posso dizer meu querido V que o mundo não teria a mesma luz se tu não fizesses parte dele.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

nunca desistas de mim!


sempre tive medo que me dissesses que querias desistir. mas ainda tive mais medo que não fosses capar de me dizer olhos nos olhos que essa era a tu escolha.
como é que pude adivinhar que o ias fazer? é tão estranha a forma como te conheço e como já sei quais são os teus passos por muito que os mudes. o mais engraçado é que dizes ter coragem para tudo e como eu adivinhava, não foste capaz de me dizer olhos nos olhos que ias desistir de uma vida tão dura como esta de quem ama. disseste-me que ias desistir numa mensagem toda cheia de metáforas e ironias que eu já sei de cor e que já nem me iludem. pensas que ainda me mentes como me mentias no início? ou julgas que ainda me enganas com a mesma facilidade?
vamos lá dizer a verdade: eu sei que fazes isto tudo porque gostas tanto de mim como eu de ti. sei que o fazes porque adoras ver-me irritada e a dizer coisas que não quero para no fim vires cheio de mordomias fazer as pazes. mas já nem se trata disso meu amor! trata-se acima de tudo da verdade e com ela não se brinca.
sabes que estou aqui e que espero por ti todos os dias. que já morro de saudades de sentir o teu cheiro em partículas vazias no ar e que só de saber que andas lá tão longe fico a pensar se pensas em mim como penso em ti! e pensas?
só te quero pedir para não desistires! isso é não é para ti nem para ninguém por isso, fica comigo, fica.
Sabes que mais vou ligar-te agora só para dizer-te o que te disse na última noite que passamos juntos!
- És tu princesa?
- Sou sim! Apenas liguei porque queria dizer-te uma coisa?
- O quê? Deixa-me adivinhar! - eu adoro quando me deixas a sonhar - vais-me dizer que queres que fique, que cuide dos teus passos e que continue a amar-te! É isso?
- Não! Quero primeiro sussurrar-te ao ouvido, - eu sei que adoras quando o faço - quero dizer-te que estou ai ao teu lado e que podes sentir-me se fechares olhos! Mas o mais importante é que quero dizer-te que não desistas de mim agora, agora que passamos a noite mais temida e que o sol voltou a nascer é isso. E lembra-te eu amo-te.
- Amas? Mas eu.. - já vai voltar ao mesmo?, pergunto a mim mesma.
- Tu nada! Não me mintas agora!
- Eu não precisava que dissesses nada! És a mulher da minha vida morra eu agora ou amanhã. Não desistas de mim tu, fica comigo. Vem dormir comigo hoje. - mal ele sabe que estou em frente a casa dele à espera que me abra a porta!
- Estou aqui, só precisas de me abrir a porta!
Vejo-o a espreitar pela janela e já o sinto perto de mim.
- És mesmo tu?
- Sou mesmo eu, só para ti, para sempre!
E num beijo seguro demonstra-me que nunca irás desistir porque o amor é difícil e a vida de quem ama é dura, mas no fim, saímos sempre compensados porque o amor é tudo.

podia oferecer-te isto!


Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa.

Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam.
Os dados caíram quando levantaste o copo e eu vi no chão seis e seis, vi-te a apanhar os dados e a rir, ouvi a tua voz e quando começámos a conversar, percebi que os dados estavam certos.

Gostamos de tudo um no outro; eu gosto da tua casa, da tua música, da tua forma desligada de olhar para o mundo, tardes inteiras a repetir em stereo os melhores sketches do Gato Fedorento, os passeios à beira mar de camisola de lã com capuz, as polaroids com legendas e a forma como te divertes com tudo o que te rodeia. E tu gostas da minha alegria de viver, do meu sarcasmo cirúrgico, de dizer sempre tudo o que penso, sinto e quero, mesmo quando não estás preparado para me ouvir.
Eu gosto de te conhecer e de te perceber, porque és diferente dos outros homens e tu gostas que eu te entenda melhor do que as todas as mulheres. E gostamos de estar um com o outro; à mesa, em casa, com amigos, sem amigos, com sono, sem sono, mas sempre perto quando estamos perto, mesmo que fiquemos longe quando nos afastamos.
Acredito que todos temos direito a ter sorte e que, quando alguém aparece na nossa vida de repente, ou é porque nos vai fazer bem ou é porque nos pode fazer mal. E eu vi-te com bons olhos desde o primeiro momento, achei que me ias ajudar a limpar a tristeza, que a tua presença quase imperceptível na minha vida seria como um bálsamo, uma música perfeita e harmoniosa, um dia ao sol, ou uma noite em branco, daquelas que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas e que vale mesmo a pena estar vivo, só para as saborear.

Tu foste e és tudo isto, e ainda mais agora, que somos amigos; entre nós não há pesos nem amarras e o silêncio não quer dizer ausência, apesar da ausência reinar nos nossos dias.
Quando lançamos os dados, nunca sabemos no que vai dar; tu podias ser um assassino encapotado e eu uma neurótica disfarçada, mas tivemos sorte, porque somos duas pessoas normais, com coração, e dois ou três princípios que nos fazem estar bem com a vida e com os outros.

Só tenho pena de não ser dona do tempo, porque houve momentos que, se pudesse, teria vivido mais vezes ou mais devagar, como quem saboreia um chá de menta, ao fim da tarde, no largo da Igreja a ouvir os sinos. E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompido, digo-te agora e sem rodeios, fica comigo mais uma vez, vem rir do mundo e adormecer nos meus braços, abrir o teu coração e sonhar acordado, vem ter comigo hoje, porque eu quero lançar outra vez os dados e aposto que vai dar seis e seis outra vez, porque os dados nunca se enganam e a amizade é o amor sem preço e sem prazo de validade.”

Seis e seis – Margarida Rebelo Pinto

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

obrigada, muito obrigada!


Queridos seguidores,
queria começar este post por vos pedir desculpa por ter estado ausente estes dias e ter demorada na resposta aos vossos tão simpáticos comentários!
Mas o assunto que me faz escrever-vos hoje, mais uma vez, é para vos dizer que cheguei aos 100 seguidores. Não imaginam a felicidade que me invadiu o coração ao chegar hoje cá e ver este tão maravilhoso e desejado número.
Vocês são fantásticos e eu adoro-vos todos os dias mais um bocadinho, acreditem.
Tenho pena de que os 100 não deixem aqui o seu comentário, tenho pena de que sejam sempre os mesmos a falar, a partilhar emoções e experiências, tenho pena de os conhecer a todos e ainda mais: tenho pena de não conseguir deixar mensagens para todos. Mas mesmo assim, agradeço a todos. De corpo e alma e do fundo do meu coração! São os melhores, os maiores e eu trago-vos comigo.
Desde o primeiro dia, desde a prima linha, desde o primeiro seguidor, desde o primeiro selo, desde o primeiro desafio. Sempre sinceros, verdadeiros e acima de tudo sempre leitores muito atentos e empenhados em ajudar sempre que fosse necessário.
Era realmente disto que eu precisava! E se me perguntarem se estou feliz, responderei que estou mais que isso. E se me perguntarem se isto está dentro das minhas expectativas, direi que não, que ultrapassou em muito e que já cresci em linhas o que nunca tinha crescido se não vos tivesse conhecido!
Um beijinho muito especial meus docinhos *

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

não o teu, mas sim o nosso!


estou a dar voltas ao meu cérebro e ao meu coração para tentar perceber o que é que aconteceu! acredita que não sei.
já revi todos os momentos, já coloquei todas as imagens numa folha e nada! e eu acho que é isso: não aconteceu nada!
simplesmente quiseste que eu ficasse assim! triste, desiludida e a cima de tudo sem vontade de te falar mais.
mas o maldito amor que sinto por ti é tão forte que estou prestes a ligar-te e a dizer-te que sim, que te adoro e que quero ficar contigo para sempre.
e este seria não o teu, mas o nosso presente de natal!