quinta-feira, 1 de abril de 2010

rugas no espelho; mas nunca no amor!


quando as rugas afectarem o meu rosto e nelas se virem todos os meus medos e sacrificios, só quero que saibas ver nelas uma coisa; a mais simples, a mais bela, a única: só quero que notes nelas a velhice do nosso amor!
não, não estou a dizer que o nosso amor está gasto pelo tempo; não é verdade! estou só a dizer que já vivo contigo à muitos anos, que tenho por ti um amor eterno e que as minhas rugas são a velhice de tudo o que tivemos.
quando olhares para mim e vires que eu já não sou a mesma mulher, olha para a minha boca gasta de tantas palavras lançadas ao vento e vê que o meu sopro ainda morre de amores por ti!
~ espelho meu, espelho meu; as minhas rugas estão mais fortes que eu!

1 comentário:

  1. Eu não lhe chamaria velhice. Optaria antes por longevidade...
    Contudo, sim! As rugas sendo encaradas desta forma, isto é, como representação de vivacidade, de experiência, etc., são melhor encaradas por todos eheh, mas mais do que isso, são encaradas como realmente devem ser. São uma parte do tempo e das vivências em nós! Cada uma delas pode representar um acto, uma palavra, um gesto. =)

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Posso não concordar com nenhuma das palavras que tu disseres, mas defenderei até à morte o direito de tu as dizeres.
Voltaire